Por conta das férias, estou dormindo nos horários mais absurdos, que incluem, basicamente, o horário comercial e o horário da noite, dependendo do dia, mas sempre excluindo as madrugadas, frequentemente passadas em frente ao computador e à televisão ou ao copo de cerveja e à mesa de bar. Quarta-feira, vou sofrer um pouquinho e tentar adaptar meu sono ao horário social normal (quem sabe tenha uma overdose de café).
Essa "noite" tive um sonho bizarro sobre o meu tempo de escola. Não sei se acontece com todo mundo, mas não é incomum eu ter esse tipo de sonho. Vai ver tenho algum tipo de trauma da escola pelo qual não ligo mais, objetivamente falando, mas que por certo motivo fica no meu inconsciente.
De qualquer maneira, o sonho era sobre eu estar na sala de aula e aparecer uma daquelas aranhas que matam, sei lá qual a espécie exata, e ela, na falta de alguém pior, escolher a minha pessoa para envenenar. Tenta imaginar, aquele monte de gente na sala de aula e a aranha a atravessa toda e vem em minha direção... Puta que o pariu, às vezes sonhar é uma merda...
Aparentemente, eu não morro e nem vou parar no hospital porque acordei no momento em que comecei a ficar inchado demais. Bizarro isso.
Acho interessante que dificilmente sonho com coisas divertidas como por exemplo um dia de churrasco com os amigos, o show do Radiohead ou estar bebendo uma cerveja com uma garota legal. Parece que só para foder com a minha noite, minha mente me enche de sonhos com trabalho, escola e animais peçonhentos.
Não é que eu esteja me preocupando muito com isso, afinal, a vida me entrega os piores momentos enquanto estou acordado e... Bom, quarta-feira acabam minhas férias e sei que daí nem vou mais dormir direito mesmo.
26.10.09
A aranha dos meus sonhos
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14.10.09
(Des)Interessante
Estou eu, na frente do micro, depois do feriado, com aquela cara de quem bebeu durante 72 horas seguidas e vejo um e-mail da lista da pós, daqueles e-mails que parece que quem escreveu realmente não tinha nada de melhor para fazer do que encher o saco dos outros na lista. Era algo mais ou menos assim:
"Vamos escrever e mandar e publicar para virarmos referência no assunto. Ou por acaso tem alguém que está fazendo mestrado por fazer, porque não tinha algo mais interessante?"
E nem sei se errei na minha transcrição, mas era mais ou menos assim mesmo... De qualquer maneira, me encaixei perfeitamente no que a pessoa quis dizer. Sim, eu realmente estou fazendo mestrado porque não tenho nada de mais interessante para fazer! Não quero virar referência no assunto, não pretendo fazer doutorado e, não, por favor, não, não quero trabalhar na parte de TI da televisão digital (apesar de ter certeza de que vai pagar muito bem).
De qualquer maneira, admito, aqui, apenas, que estou levando meu curso nas coxas e que só vou descobrir se termino ou não no ano que vem, quando eu descobrir o que faço da minha vida.
it was 14:49 0 people wisely talked
1.10.09
- Falando sobre o que ia acontecer se a gente terminasse, me diz, como você ia reagir, no momento que eu te dava um pé na bunda?
- Ah, já viu Trainspotting?
- Ainda não.
- Poxa, o filme já tem mais de uma década... Já era pra você ter assistido...
- Tá, não vi. Me conta.
- É... Então, tem esse cara, no filme, ele é o único que não usa drogas e tem uma namorada, é estável e, no fim das contas, é quase que nem eu, apesar de eu estar em péssima forma e ser feio que nem o capeta...
Ela riu, entendi isso como uma forma de continuar a piada.
- Pois é, o cara era alto e loiro e eu nem preciso descrever como eu não sou isso!
- Mas eu acho você lindo, seu babaca - refutou ela.
- Ah, eu sempre achei estranho seu gosto em geral...
Ela respondeu, rindo:
- Vai à merda e me diz logo o que acontece!
- Então, tem essa cena em que a moça larga dele e...
- Quais era os nomes deles? - ela interrompeu.
- Ah, não lembro agora... Mas ela larga dele e ele vai atrás desse outro cara que usava heroína, para começar a usar também. E, no fim das contas, ele morre, justamente porque começou a usar drogas.
- E a culpa era da namorada, porque largou dele?
- Isso... Ah, não era exatamente, mas ela não queria ele de volta de maneira alguma e isso piorou quando ele se estragou. Ela poderia ter pelo menos tentado ajudar, sabe?
- Sei... Mas, ah... Num sei.
Outro dia:
- Vem cá, lembra daquela história que você me contou sobre o cara daquele filme, Trainspotting?
- Lembro, claro.
- Eu só não entendi porque a namorada largou dele...
- Então, ela largou dele porque eles tinham feito um vídeo deles fodendo juntos e ele perdeu a fita. Até que, no filme, mostram que foi um dos amigos dele que roubou a fita, mas ele não sabe. Esse amigo é o mesmo que "introduziu ele no mundo das drogas" - disse a frase entre aspas de forma forçada, como se fosse um programa de televisão.
- Então a culpa é do amigo dele?
- Nada, a culpa era da namorada.
- E por quê? - disse, indignada.
- Porque ela largou dele, oras!
- Me explica! - já exaltada.
- Oras - e eu levantava meu tom de voz, também - o cara perde a fita, não por culpa própria, porque essas coisas simplesmente acontecem, e a namorada, que é uma patizinha (pesquise pela web ou pergunte ao seu filho de dezesseis anos se não entender o termo) de merda, fica brava e larga dele... Se o cara acaba tão fodido que tem que usar drogas, a culpa é dela!
- Ah, vai à merda! Se o cara usa drogas é porque ele é um babaca que não tem pra quem chorar, tenho certeza que a namorada, que já é ex, tinha ido procurar outro...
Silêncio, durante quase dez segundos.
- Você simplesmente não entende o efeito que um fora de uma mulher tem num cara, né?
- Não, não entendo...
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28.9.09
19.9.09
Mulheres, relacionamentos e carros: um guia rápido para não tê-los.
Em qualquer discussão a respeito de relacionamentos com qualquer pessoa que você conheça, até mesmo entre homens, é definido, claramente, que o problema dos relacionamentos entre homens e mulheres é justamente o homem. Tenho certeza de que se houvesse uma ciência que estudasse isso, um de seus axiomas seria "o ser masculino é o causador de todos os problemas". Apesar de concordar com isso, se meu mestrado fosse nessa área, provavelmente escreveria minha dissertação a respeito de como a mulher se torna o problema da relação cada vez mais frequentemente.
Já faz tempo que defendo a idéia de que se as mulheres querem ser consideradas iguais aos homens, social e profissionalmente (apóio a causa), elas deveriam, também, aceitar as outras obrigações que fazem parte do universo masculino, como, por exemplo, trocar pneus, colocar um galão de água cheio no bebedouro e levar a culpa pelo seu relacionamento ter ido por água abaixo.
Mais de uma vez, vi mulheres que agem, com seus parceiros, de uma forma que, no exemplar masculino, seria carinhosamente chamada de "cachorro". O "cachorro", acredito eu, é aquele cara que, em público, trata mal a mulher, que diz que não vai aparecer para o jantar porque tem que trabalhar até tarde, mas que está mesmo comendo a secretária e que, mesmo fodendo completamente com a vida dela, chega em casa, sorri, elogia um pouco e, no fim das contas, ela não consegue viver sem ele.
Eu defenderia a criação de um termo similar para as mulheres. Descarto a utilização da palavra "cadela" para este fim, visto que este verbete causaria ambiguidade, já que é frequentemente utilizado para designar uma mulher que é o exemplar feminino de "filho da puta", entre vários outros.
Paralelo a isso, acho que o problema nesta história toda está no casamento. A partir do momento em que as pessoas se casam o mundo delas se reduz a casa e trabalho. Acredito que, mesmo sabendo que eventualmente irei me casar (tenho até uma teoria interessante sobre a progressão de eventos que culminarão no matrimônio), o casamento é uma instituição falida, assim como as gravadoras e qualquer outro modelo de negócios que não envolva direta ou indiretamente a internet. As regras do casamento são muito inflexíveis para a realidade atual... Quero dizer, "até que a morte os separe" é bem pesado, até (ou principalmente) para um cara como eu.
O que eu sinto, quando penso em casamento, é aquela sensação que a gente tem quando compra um carro financiado, estamos gastando dinheiro suado, numa coisa que, no momento, parece uma ótima idéia, mas que, depois da euforia inicial, com mais calma, começamos a pensar a respeito e, depois da primeira manutenção, parando para ler o contrato com maior atenção, percebemos a furada em que entramos. Esta sensação, no entanto, não é percebida em milionários, pois, além do dinheiro em excesso, estes tem, na maioria das vezes, encarregados de fazer a manutenção (tanto nos carros quanto no casamento).
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16.9.09
Last Minute Warning
Acho que neste final de semana precisarei (pelo menos) começar a fazer os trabalhos da pós...
O problema da pós-graduação é que as aulas difícilmente podem ser encaradas como aulas e os trabalhos são, basicamente, resumos de textos quilométricos. Não me fale em seminários, inclusive... Tá, não é certo dizer que isso tudo é um problema dos cursos de pós-graduação, mas é um problema especificamente meu, que não tenho tempo para ficar em casa lendo de cinco a seis livros por mês e ainda por cima passar a maior parte do tempo útil do meu dia trabalhando. Mestrado profissional my ass...
E a pesquisa? Não vai indo, obrigado por perguntar. Já faz uns meses que não vejo meu orientador e isso quer dizer que, assim como tudo o que acontece na Unesp, minha pesquisa será medíocre.
Pelo menos até o fim deste mês, não quero me preocupar com isso... Meus estudos estão focados em outros livros.
(os posts desse blog estão ficando meio sem sal, prometo falar de algo mais interessante até o fim do mês)
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8.9.09
Trabalhe menos
É ótimo saber que amanhã já estaremos na metade da semana. Essa coisa de cinco dias úteis é muito para mim. Na opinião deste saudável louco, deveríamos trabalhar apenas três dias por semana, quatro horas por dia. Com todas essas quarenta horas semanais, padrão atual, as pessoas acabam passando tempo demais nos seus trabalhos. Assim, na falta do que fazer, resolvem melhorar algo que não precisava ser melhorado (se bem que, a maioria das pessoas prefere ficar no Orkut e MSN mesmo) e acabam criando mais trabalho, as quarenta horas terminam e elas descobrem que precisam fazer horas extras. Ficam em casa nos fins de semana (quando ficam, tem uns aqui que adoram aparecer no sábado para puxar saco de diretor) preocupados com o que deixaram de fazer durante a semana e não percebem que é culpa delas mesmas, que deveriam apenas não ter levado o seu trabalho tão a sério, em primeiro lugar.
it was 14:38 0 people wisely talked